Dá para ser muito feliz consumindo menos

143. Manual de Sobrevivência para a Crise da Água

Felizmente São Paulo teve bastante chuva em fevereiro e março. Infelizmente o risco de vivermos um colapso no abastecimento de água não foi embora.

O assunto sumiu dos jornais, mas a situação é muito-muito-muito preocupante. Estamos terminando o período de chuvas sem o nível das represas do Sistema Cantareira, o maior da metrópole, subir acima do volume morto. E os demais reservatórios estão sendo literalmente sugados para dar conta de abastecer 20 milhões de pessoas. Temos menos água estocada do que tínhamos no ano passado e vêm aí longos meses secos. O que vai acontecer ninguém sabe, mas com certeza precisamos nos preparar para situações difíceis.

Nas últimas estive envolvida na edição do Manual de Sobrevivência para a Crise da Água, lançado em 22 de março, Dia Mundial da Água, pela Aliança Pela Água. (E quem sabe escrever quatro vezes a palavra água num mesmo parágrafo atraia mais chuva – rs)

Aqui está o Manual!
- Versão online: http://issuu.com/aguasp/docs/manual_de_sobrevivencia_para_a_cris

- Versão PDF (que acho mais fácil de ler): http://aguasp.com.br/app/uploads/2015/04/manual%20de%20sobrevivencia%20para%20a%20crise.pdf

Os capítulos são os seguintes:
* Por que está faltando água?
* Preparando-se para a emergência
* Práticas de economia máxima
* Estratégias de sobrevivência ao colapso
* Orientações de saúde
* Fontes alternativas de água
* Para saber mais

Além de lidar com a emergência, teremos iniciar desde já a construção de um modelo sustentável de manejo da água. Algo muito diferente do que existe hoje e que vai demandar o trabalho de gerações, mas se começar agora em poucos anos começaremos a ver resultados positivos. Será necessário recuperar a cobertura florestal nas regiões de mananciais e em volta de nascentes, E também implantar infraestrutura verde nas cidades, ou seja, aumentar bastante as áreas não pavimentadas e plantar muitas árvores, entre outras medidas. Além disso, descentralizar a captação de água e o tratamento de efluentes e esgoto. E substituir pastos degradados, eucaliptais e outras monoculturas por agroecologia. Nada disso, porém, é comentado pelos governantes, que apenas listam obras e mais obras muito caras e pouco eficientes.  Nenhuma palavra sobre deixar a natureza se recompor. Se Nova York que é Nova York resolveu seu abastecimento pagando aos sitiantes pela proteção das nascentes, por que nós brasileiros não confiamos na natureza? Será que os atuais detentores do poder conseguirão dar uma guinada rumo à sustentabilidade? Se não, será que dá tempo esperar uma nova geração de líderes?

Vamos torcer para que a crise não se agrave, mas é importante estar preparado para o pior. Boa leitura!

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