Dá para ser muito feliz consumindo menos

29. Churrasquinho de mato

No Brasil, muitos açougues comercializam carne proveniente de desmatamento na Amazônia, obtida com trabalho escravo e esquemas de lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal começa a se mexer para impedir esses crimes. E nós precisamos colaborar.

Há alguns anos, uma churrascaria moderninha de São Paulo fez uma campanha publicitária baseada no conceito de tirar sarro de quem não come carne. Nos anúncios de rádio e revista, o vegetariano era um cara pálido, molengo, raquítico, meio retardado. Obviamente, para ele sair desse estado lastimável, bastava mastigar umas picanhas no tal restaurante, frequentado apenas por pessoas bacanas e ishpertas.

Lembrei disso ao ler o post “Que tal um churrasco de desmatamento?” no blog do meu colega Bruno Rezende (www.colunazero.com.br). Ele fala sobre a Campanha Carne Legal (http://www.carnelegal.mpf.gov.br/), promovida pelo Ministério Público Federal para incentivar o consumidor a descobrir a origem do alimento que compra. O objetivo é incentivar o boicote a produtores que desmatam de forma ilegal, utilizam trabalho escravo e realizam lavagem de dinheiro. É o que podemos fazer enquanto não rola uma fiscalização melhor e um selo que indique claramente na embalagem de cada produto se o frigorífico é legalizado.

Preste atenção: não se trata de uma campanha de ativistas ecológicos, em geral ridicularizados. São pessoas do governo que estão por trás dessa iniciativa. Nota 10 para o site muito bem feito e didático!

E nota 10 também para o Bruno (que é publicitário e fluminense de Barra Mansa). Ele acaba de ganhar o prêmio da categoria ambiental no maior concurso mundial de blogs: o BOBs (Best Weblogs), oferecido pela Deutsche Welle, a TV estatal alemã.

 Como você pode contribuir para combater os verdadeiros pecados da carne? Aqui vai o trecho do site da campanha que explica: O objetivo da campanha é alertar o consumidor quanto a origem da carne que ele consome. No Brasil ainda não há certificação para a comercialização de carne, a exemplo de outros produtos agropecuários. No entanto, a campanha é um convite para que todos os elos da cadeia produtiva possam discutir o tema. A campanha propõe que o consumidor pergunte no supermercado ou açougue de qual frigorífico vem a carne comercializada naquele estabelecimento. Com essa informação ele pode verificar no site da campanha (www.carnelegal.mpf.gov.br) se aquele é um frigorífico que assinou ou não acordo com o Ministério Público Federal para revender apenas produtos de origem legal.”

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